segunda-feira, 25 de maio de 2026


 



A opinião dos outros

Você se importa com a opinião que os outros têm a seu respeito?

Se a sua resposta for não, então você é uma pessoa que sabe de si mesma, que se conhece. É autossuficiente.

No entanto, se a opinião dos outros sobre você é decisiva, vamos pensar um pouco sobre o quanto isso pode lhe ser prejudicial.

O primeiro sintoma de alguém que está sob o jugo da opinião alheia, é a dependência de elogios.

Se ninguém disser que o seu cabelo, a sua roupa, ou outro detalhe qualquer está bem, a pessoa não se sente segura.

Se alguém lhe diz que está com aparência de doente, a pessoa se sente amolentada e logo procura um médico.

Se ouve dizer que está gorda, desesperadamente vai tentar diminuir o peso.

Mas se disserem que é bonita, inteligente, esperta, ela também acredita.

Se lhe dizem que é feia, a pessoa se desespera. Principalmente se não tem condições de reparar a suposta feiura com cirurgia plástica.

Existem pessoas que ficam o tempo todo à procura de alguém que lhes diga algo que as faça se sentir seguras, mesmo que esse alguém não as conheça bem.

Há pessoas que dependem da opinião alheia e se infelicitam na tentativa de agradar sempre.

São mulheres que aumentam ou diminuem seios, lábios, bochechas, nariz, para agradar seu pretendido. Como se isso fosse garantir o seu amor.

São homens que fazem implante de cabelo, modificam dentes, queixo, nariz, malham até à exaustão para impressionar a sua eleita.

E, quando essas pessoas, inseguras e dependentes, não encontram ninguém que as elogie, que lhes diga o que desejam ouvir, se infelicitam e, não raro, caem em depressão.

Não se dão conta de que a opinião dos outros é superficial e leviana, pois geralmente não conhecem as pessoas das quais falam.

Para que você seja realmente feliz, aprenda a se conhecer e a se aceitar como você é.

Não acredite em tudo o que falam a seu respeito. Não se deixe impressionar com falsos elogios, nem com críticas infundadas.

Seja você. Descubra o que tem de bom em sua intimidade e valorize-se. Ninguém melhor que você para saber o que se passa na sua alma.

Procure estar bem com a sua consciência, sem neurose de querer agradar os outros, pois os outros nem sempre dão valor aos seus esforços.

A meditação é excelente ferramenta de autoajuda. Mergulhar nas profundezas da própria alma em busca de si mesmo é arte que merece atenção e dedicação.

Quando a pessoa se conhece, podem emitir dela as opiniões mais contraditórias que ela não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.

Nesses dias em que as mídias tentam criar protótipos de beleza física, e enaltecer a juventude do corpo como único bem que merece investimento, não se deixe iludir.

Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou aparenta ser. A verdadeira beleza é a da alma. A eterna juventude é atributo do Espírito imortal.

O importante mesmo é que você se goste. Que você se respeite. Que se cuide e se sinta bem.

A opinião de alguém só deve fazer sentido e ter peso, se esse alguém estiver realmente interessado na sua felicidade e no seu bem-estar.

*   *   *

PENSE NISSO

Nenhuma opinião que emitam sobre você, deve provocar tristeza ou alegria em demasia.

Os elogios levianos não acrescentam nada além do que você é, e as críticas destrutivas não tornarão você pior.

Busque o autoconhecimento e aprenda a desenvolver a autoestima.

Mas lembre-se: seja exigente para consigo mesmo e indulgente para com os outros.

Eis uma fórmula segura para que você encontre a autoconfiança e a segurança necessárias ao seu bem-estar efetivo.

E jamais esqueça que a verdadeira elegância é a do caráter, que procede da alma justa e nobre.

Pense nisso, e liberte-se do jugo da opinião dos outros.

Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. FEP.
Em 9.11.2024

SAÚDE DOS PÉS - DICAS

 

SAÚDE DOS PÉS - DICAS


Você sabia que nós temos mais de 70 mil terminações nervosas nos pés e que todos esses pontos estão diretamente ligados à saúde do nosso corpo?

Para se ter uma noção de toda a estrutura que sustenta e equilibra o corpo humano, os pés possuem 26 ossos, 20 músculos, 27 articulações, 114 ligamentos e 70 mil terminações nervosas.

 Só por esses números já dá para perceber a importância que eles têm para o nosso organismo, não é?

No entanto, as funções dos pés vão muito além de dar sustentação, equilíbrio e permitir que nos movimentemos com agilidade e segurança. 

Devido às terminações nervosas interligadas a toda a estrutura corporal, os pés são grandes aliados no tratamento de diversas desordens em nossa saúde.

Quer saber mais sobre o assunto e
 entender a importância das terminações 
nervosas nos pés? Veja o artigo que
 preparamos para você:

TERMINAÇÕES NERVOSAS DOS PÉS E SAÚDE 
Os primeiros a descobrir a ligação dos pés
 com a saúde e o bom funcionamento do organismo e da mente foram os povos antigos de Índia, China e Mesopotâmia.

Para eles, os pés eram como uma espécie de reflexo do corpo: as terminações nervosas, também 
conhecidas como “zonas reflexas”, são capazes de estimular o fluxo enérgico por todo o corpo.

Com o passar dos anos, a ciência ocidental e vários estudiosos se interessaram por essas teorias
 milenares, concluindo que as terminações nervosas dos pés realmente são derivadas dos nervos espinhais e cranianos.

Por estarem diretamente associadas ao bom 
funcionamento do nosso organismo, quando 
estimuladas as terminações podem auxiliar no
 tratamento de diversos problemas de saúde e desordens físicas e mentais.

MAPEAMENTO DOS PÉS - A partir dos estudos ue citamos acima, foi possível mapear toda a região dos pés e fazer a correspondência de cada uma com os órgãos do nosso corpo. Foi assim que nasceu a reflexologia podal, terapia que estimula, por meio de pressão e calor, os pontos terminais nervosos dos pés para aliviar dores, curar doenças, tratar disfunções emocionais e  trazer de volta o bom funcionamento ao organismo.    

BENEFÍCIOS DA REFLEXOLOGIA  - Hoje, a reflexologia 
é um tratamento que pode ser aliado a outros 
procedimentos ou mesmo ser o único a tratar 
diversos tipos de problemas de saúde física e mental.

Por meio de massagens, pressiona-se os pontos correspondentes ao órgão que necessita de cuidados. 

Os impulsos elétricos percorrem o sistema nervoso e atingem o cérebro que, por sua vez, envia o estímulo de resposta ao organismo, corrigindo o estado de mau funcionamento do corpo.

É muito comum que as pessoas com
 problemas emocionais e mentais — como insônia, 
estresse, síndrome do pânico e ansiedade, 
por exemplo — procurem o tratamento de reflexologia. 

Afinal, essa terapia não está ligada apenas ao 
tratamento do corpo físico, mas também dos estados emocionais, promovendo o bem-estar como um todo.

Além disso, a reflexologia podal é muito indicada 
para o tratamento de quem sofre com  problemas de fibromialgia, espasmos musculares, disfunções de articulações, enxaqueca, problemas digestivos, 
doenças respiratórias, infecções, sinusite, reumatismo,
 tendinite, dores musculares e nas costas, e até mesmo auxilia no tratamento de Alzheimer.

Gostou de saber mais sobre a importância das
 terminações nervosas nos pés? 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

A Sabedoria Vem Com O Tempo

 


A Sabedoria Vem Com O Tempo


Outro dia ouvi de uma idosa, a seguinte frase: ... “Se eu tivesse dinheiro, meus filhos me respeitariam mais. Virei uma marionete nas mãos deles”... O que se tem feito com os idosos? Dinheiro se perde da noite para o dia, por meio de roubos ou falências. Porém, há algo que ninguém jamais poderá tirar de ninguém: o caráter, a dignidade, a história.


A vida é um imenso ciclo de autotransformação. Quando criança, tudo é simbólico. Na adolescência tudo é problemático ou romântico. Na fase adulta encontra-se o amadurecimento, esquece-se a magia da infância e o romantismo da juventude. É na velhice que se adquire uma ampla capacidade de união, um poder de fusão das emoções e de todas as experiências e conhecimentos armazenados por toda a vida. A visão se amplia. Os olhos podem estar cansados, mas a mente enxerga longe. Esquecem-se palavras, mas não as idéias.
O sentido da vida fica mais nítido e a consciência de que não se é imortal, fica cada vez mais presente.
 O inconsciente acompanha atento todo esse processo. 
Embora as forças físicas falhem, a vida pode ainda ser muito prazerosa.
 O idoso lúcido, possui um poder de síntese, uma sabedoria que só os anos podem dar. 
Uma força interior serena que imanta suas ações.


Em geral, os idosos são vistos como importunos e colocados de lado. 
As conversas repetitivas sobre os mesmos assuntos chateiam, quando na verdade, são poderosas fontes de manutenção de sua memória. 

Quando um idoso repetir um assunto, deve-se tentar fazê-lo ir mais longe. Questionar os pontos que não ficaram claros, esmiuçar o tema com novas perguntas. Ele precisa de estímulos, para que seu cérebro continue funcionando. Palavras cruzadas, leituras, TV, crochê, jogo de cartas, ajudam e muito.


 Dar atenção faz com que se sinta valorizado, elevando assim sua auto-estima. Um chá, ou leite com biscoitos é algo precioso.

O respeito a um ancião deve ser ensinado desde a infância. 

Ensinar os filhos a serem atenciosos, educados e pacientes com os idosos, trabalha valores e dignidade.


 Um dia se envelhece e o filho, já adulto, vai tratar os pais da maneira como foi instruído. Os pais de hoje, serão os avós de amanhã. 


Trazer na lembrança uma avó ou um avô que foram companheiros inseparáveis em nossa meninice, nos torna mais ternos com nossos filhos, que um dia nos darão netos, que também terão filhos e assim a história vai continuando. 


O importante é plantar a semente e regá-la.

Deve-se honrar e respeitar a velhice. Só se chega a ela por mérito espiritual. É nesse momento então, que se deve ter orgulho da vitória dos anos de vida conquistados. 

É o tempo de partilhar a sabedoria e de aconselhar. Para isso existem os filhos, netos, amigos mais jovens. Cada pessoa tem seu papel a cumprir. Os idosos têm muito que ensinar e os mais jovens têm muito que aprender.

terça-feira, 12 de maio de 2026

A Construção do Lar # UM DEDINHO DE PROSA AO PÉ DO RADIO.

A Construção do Lar

Transcrição do Programa Vida e Valores,

por Raul Teixeira,

É muito comum fazermos a distinção entre casa e lar.

 Costumamos chamar de casa a construção de material, de madeira, de alvenaria, de pedra, seja o que for, enquanto que o lar é o que se passa dentro dessa construção. Muitas vezes, nós conseguimos construir a casa, mas não chegamos a formar o lar.

 

Vivemos dentro dessa casa de formas tão estranhas, que não configuram o lar. O lar é o emocional, é o sentimental, é o racional, é o vivencial. É a interação das pessoas. A casa é o prédio.

 Muitas vezes as pessoas dizem: Estou indo pra casa, mas, aborrecidas, porque estão indo para casa e, possivelmente, ao chegarem em casa, não encontrarão o respaldo do lar.

 É muito importante, para nós, verificarmos porque é que o lar nos é importante. Exatamente porque ali se reúnem Espíritos, criaturas, indivíduos procedentes dos mais variados recantos da natureza.

 Advindas, essas criaturas, das experiências as mais várias e, desse modo, ao nos encontrarmos dentro de casa, para formar o lar, teremos obrigatoriamente que trocar essas experiências.

 A esposa teve uma criação, uma formação, uma instrução ou deixou de tê-la. O marido outra e, agora, são duas pessoas que vão se reunir, na tentativa de forjar outras pessoas e educá-las, os filhos.

 Então, o lar representa esse cadinho, esse campo de provas, onde as diferenças se atritam, onde nós trocamos aquilo que sabemos com o que o outro sabe.

 Desse modo, é muitíssimo importante que nós construamos o nosso lar em bases de equilíbrio, de entendimento, o que nem sempre é fácil.

 Todas as vezes que nos reunimos, pessoas diferentes, seja no que for, isso nos dá uma certa instabilidade, isso gera uma certa instabilidade.

 Há sempre uma diferençazinha entre o esposo e a esposa, entre os pais e os filhos, entre os irmãos.  Por quê?

 Porque se a esposa tem um pouco mais de cultura, se o marido tem um pouco menos, isso já deixa um degrau de frustração.

 Ele vai fazer de tudo para mostrar que ele também sabe, quando seria tão fácil admitir que ele ainda não sabe. Poderá aprender. Se a esposa se torna submissa porque seu marido é doutor, seu marido é que sabe, já desbalanceia o lar.

 Seria tão normal se ela admitisse que, de fato, ele preparou o que sabe, ele sabe na frente e ela não está proibida de aprender e de saber também. Mas, cada qual respeitando o outro, sem se sentir lesionado, sem se sentir frustrado, sem se sentir diminuído.

 No lar, nós temos ensejo de trocar tudo isto. Verificamos que aquele homem notável, notável médico na sociedade, ele chega em casa. Ele é carente do que a cozinheira fez, dos carinhos da esposa, dos filhos.  Aquele grandioso engenheiro respeitado na sua empresa, na sociedade, mas quando ele chega em casa, ele é aquele gatinho carente de carinho, de atenção de   sua esposa, dos seus filhos.

 Nós somos movidos à emoção, a sentimento. O ser humano não é meramente racional, nós somos sentimentais.

 Então, aquele homem que faz pressão na sociedade, o grande político, o grande administrador, mas quando ele chega em casa quem manda em tudo é a sua mulher.

 Não, nós não vamos. Não, eu não quero. Não, você não vai fazer. Não, você não aceitará. E para que o amor possa vigorar é necessário que nós aprendamos ouvir um ao outro. O lar é assim.

 É essa grande panela, é esse grande cadinho, dentro de cuja estrutura todos nós vamos aprendendo, uns com os outros, oferecendo o melhor que tenhamos e aprendendo o que os outros têm a nos oferecer.

 É muitíssimo importante a estrutura do lar. Não tem nada tem a ver com a casa. O lar vem de dentro. 

*   *   *

 Uma vez que essa estrutura de lar ela é de dentro da criatura humana, é muito importante que cada elemento do lar se preocupe com o outro e se ocupe também com ele.

 Cada vez que nós pensamos na família que vive nesse lar que estamos abordando, certamente que cabe aos esposos determinados compromissos entre si, para a mantença do lar.

 Se eles despautarem desses cuidados, o lar não se sustenta. Para a estrutura do lar é importantíssima a fidelidade, o respeito, a parceria, o acompanhamento, o companheirismo.

 Se houver filhos na relação, os cuidados com o encaminhamento dos filhos neste mundo atormentado da atualidade.

 Onde estão nossos filhos? Com quem estão nossos filhos? Fazendo o quê os nossos filhos estarão?

 Esses cuidados que, há muito, passaram a ser coisas démodé, precisam voltar às preocupações nossas, precisam retornar aos cuidados domésticos.

 Quando ouvimos as notícias de que tal criança foi seviciada, foi levada, foi conduzida, isso nos remete a refletir sobre a desatenção, muitas vezes, dos pais. Com quem está minha criança? Onde está neste momento?

 Vivemos dias em que os nossos filhos são mandados para dormir na casa dos amigos, dos colegas. Mas a gente não sabe quem são os pais desses amigos, desses colegas.

 Não sabemos qual é a formação moral dessa família para onde estamos mandando os nossos filhos. Muitas vezes, acordamos tarde demais.

A estruturação do lar exige bom senso, exige cuidados, exige raciocínio. 

Não é uma prisão. Todos usufruem liberdade. Mas, na estruturação do lar, a liberdade jamais estará alheada, distanciada das noções de responsabilidade. 

Todos os que têm liberdade no lar, também hão de ter responsabilidades.

 E se forem crianças?

 Nós vamos ensinando às crianças a ter responsabilidade com as coisas delas. Guardar os brinquedos, colocar a roupinha que tirou no cesto, na medida em que elas vão podendo.

 Como é que a criança aprende a ajudar em casa?

 Traz para a mamãe, pegue a vassoura.

 Pegue aquilo. Traga aquilo. Leve aquilo para a mamãe. Ajude a mamãe.

 Sem nenhuma imposição, para que a criança aprenda a gostar de colaborar.

 Venha aqui com o papai, segure aqui para o papai poder esticar.

 Criando vínculos. Quando os nossos filhos começam a ir para a escola, cedinho, será nosso dever, de pai ou de mãe, puxar assunto com eles.

 Como é que foi hoje o dia? Com quem você  brincou? O que que a professora lhe ensinou? Ou a tia?

 E a sua merenda, comeu-a? Distribuiu com alguém?

 Para que nós ensinemos à nossa criança, desde cedo, a conversar conosco sobre o que se passou com ela.

 Depois que ela aprende a conversar conosco, não precisamos perguntar nada.

 Quando a apanhamos à porta da escola, ela já nos vem contando. Quando a colocamos no carro, ela já começa a falar. E é dessa maneira que nós vamos criando uma parceria doméstica.

 

Os filhos não precisam esconder dos seus pais as coisas que vivenciam. Os pais não devem negar orientação aos filhos, para que eles saibam se nortear. Estar sempre acompanhando.

 Quando a nossa criança começa a crescer e não faz aquelas intrigantes perguntas, sobre sexo, sobre isso ou sobre aquilo, que os pais não imaginem que elas não sabem, que elas são inocentes. Admitam que já aprenderam, de forma equivocada e, porque aprenderam de forma equivocada, têm vergonha de falar para nós.

 Cabe, então, para que o lar se reerga, todos nos envolvermos com todos.

 Com carinho, com atenção, com sorriso, com seriedade, cada coisa no seu lugar. Mas, que não falte entre nós jamais a ternura, o respeito recíproco, na certeza de que nós somos irmãos em Deus, momentaneamente situados como marido, mulher, pais, filhos, irmãos. Para que o nosso lar seja feliz, para que nós utilizemos esse cadinho, como a grande oficina das almas, não poderá faltar o amor. O amor que gera respeito, o amor que imprime responsabilidade.

 

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 186, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

Programa gravado em janeiro de 2009.
Em 27.7.2020
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segunda-feira, 4 de maio de 2026

VOCÊ PODE FAZER A DIFERENÇA # A LINDA HISTORIA DO TEDY #


 

 Você pode fazer a diferença

No primeiro dia de aula, ela parou em frente aos seus alunos da quinta série e lhes disse que gostava de todos.

No entanto, ela sabia que isso era quase impossível. Na primeira fila estava um garoto chamado Teddy. A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e, muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A senhora Thompson fez isso alguns meses depois que as aulas tinham iniciado. Quando leu a de Teddy ficou surpresa. A professora do primeiro ano havia anotado:

Teddy é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escrevera: Teddy é um aluno excelente e muito querido por seus colegas. Tem estado preocupado com sua mãe que está com uma doença grave. A vida em seu lar deve estar muito difícil.

Da professora do terceiro ano: A morte de sua mãe foi um golpe duro para Teddy. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escrevera: Teddy anda muito distraído e não mostra interesse pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A senhora Thompson se deu conta do problema. Lembrou dos presentes que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de Teddy, que estava enrolado num papel marrom de mercado.

Os outros garotos riram ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Ela disse que o presente era precioso, pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião, Teddy ficou um pouco mais de tempo na escola. Lembrou-se que ele dissera que ela estava cheirosa como sua mãe.

Nesse dia, a professora Thompson chorou...

Em seguida, mudou sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Teddy.

O menino foi se animando e se tornou o melhor da classe.

Seis anos depois, a professora recebeu uma carta de Teddy contando que havia concluído o ensino médio e que ela tinha sido a sua melhor professora.

Então, um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Doutor Theodore Stoddard, seu antigo aluno Teddy.

Quando os dois se encontraram, no casamento dele, abraçaram-se por longo tempo e Teddy lhe disse ao ouvido: Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.

Ela, com os olhos banhados em pranto, sussurrou: Você está enganado! Foi você quem me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.

*   *   *

Mais do que ensinar a ler, escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença...

Redação do Momento Espírita, com base
em texto de autor desconhecido.
Em 10.1.2020.

Porque Sempre uma Coisinha Vira um Coisão? # UM DEDINHO DE PROSA AO PÉ DO RÁDIO.

 Porque Sempre uma Coisinha Vira um Coisão?

A tendência de uma "coisinha" virar um "coisão" (a famosa "bola de neve") acontece principalmente devido à forma como reagimos emocionalmente e mentalmente aos problemas.
Aqui estão os principais motivos:
  • Amplificação Emocional: Frequentemente, damos peso excessivo a um pequeno imprevisto, reagindo com ansiedade ou frustração. Essa energia emocional transforma um fato neutro em um evento significativo.
  • Falta de Ação Imediata: Quando pequenas coisas (tarefas, conversas, consertos) são adiadas, elas se acumulam e interagem entre si, tornando-se uma carga maior e mais complexa para resolver depois.
  • Foco no Problema: Focar apenas na pequena dificuldade impede de ver o contexto maior, fazendo o problema parecer insuperável.
  • Efeito "Bola de Neve" Psicológico: Um pequeno erro gera estresse, que leva a outro erro, criando uma sequência de eventos negativos que crescem rapidamente. [1, 2, 3]
Para evitar, a dica costuma ser resolver o pequeno problema enquanto ele ainda é pequeno, evitando que ele se torne algo difícil de carregar

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