segunda-feira, 11 de agosto de 2025

O ORGULHO E A HUMILDADE

 


O Evangelho Segundo o Espiritismo  |  Instruções dos Espíritos:   |  Capitulo VII   
O ORGULHO E A HUMILDADE

                                                              LACORDAIRE - CONSTANTINA 1863
" Venho até vós para encorajar-vos a seguir o bom caminho. "

Esta é uma das atividades de Espíritos, que tendo alcançado um bom nível de evolução, se dispõem a colaborar com seus irmãos, ainda presos aos valores da vida material, mas já conhecendo e aceitando as verdades reveladas pelos Espíritos, através do espiritismo, lutam por transformar-se, interiormente, no desenvolvimento do seu potencial divino, que trazem em si, desde a sua criação por Deus.

E eles sempre vieram, e continuam vindo, muitas vezes de forma ostensiva, através de médiuns, outras, inspirando, aconselhando, durante o sono físico, ou mesmo em vigília, não sendo atendidos quase sempre, sendo até repelidos outras vezes, mas eles perseveram, confiantes nas leis divinas e em nós, em nossa perfectibilidade, porque sabem das nossas dificuldades em sair do visgo que nos prende à Terra.

Vêm com vontade, com entusiasmo, com humildade, pedindo o amparo de Deus...

Nessa mensagem, psicografada em 1863, humildemente, ele pede o amparo espiritual para que sua palavra seja compreensível por todos.

Diz que a humildade é uma virtude muito esquecida entre os homens. Penso eu que assim o é , por ser um sentimento, que, juntamente, com o amor, é o resumo de todas as virtudes, isto é, sem o desenvolvimento das demais, ela não cresce, nem se desenvolve.

Afirma, também, que sem humildade não se pode ser caridoso para o próximo, pois esse sentimento é que nivela todos os homens, fazendo- os sentirem-se iguais , levando-os a se ajudarem mutuamente, 
encaminhando-se todos para o bem. O orgulhoso coloca-se sempre acima do demais.

" Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes, que não possuís, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo."

Dirige-se aos ricos e aos orgulhosos a verem os pobres como filhos de Deus iguais a ele, a quem lhes cabe auxiliar e amparar, ressaltando a transitoriedade dos bens e valores materiais, que ficarão na Terra, com a morte do corpo.

"Quem te diz que também não foste miserável como ele? Que não pediste esmola? Que não a pedirás um dia a esses mesmos que hoje desprezas?" ... "Oh! debruça-te, humildemente , sobre ti mesmo ! Lança enfim, os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humildade no outro... "

O entendimento da lei das vidas sucessivas e sua aceitação é, talvez, a maior demonstração da inutilidade do orgulho, uma vez que, através delas, pode-se passar, tantas vezes quantas forem necessárias ao aprendizado e aperfeiçoamento, pelas experiências da pobreza, da riqueza, vivendo-se nos meios mais variados. Orgulho de quê , se cada existência é tão transitória ? !

Ressalta o autor que todos os homens são iguais perante Deus, sendo distinguidos apenas, pelas qualificações nobres que consegue desenvolver em si mesmo, e que " a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza", sendo o orgulho o terrível inimigo da humildade.

Dirige-se também aos pobres e humildes que lutam para sobreviver em um mundo que os exclui. 
Conclama-os a confiarem em Deus, argumentando que quase sempre a felicidade dos ricos é apenas ilusão e aparência.

Pede aos que sofrem injustiças dos homens que não alimentem ódio no coração, que sejam indulgentes com as faltas alheias, porque esse ato é caridade e reconhecer que só Deus é grande e só Ele tudo pode, é ser humilde.

Conclama a todos a serem caridosos e generosos, com humildade, demolindo as motivos ilusórios do orgulho, que, em realidade, são vencidos pela morte do corpo.

Fala das transformações que tornará nosso mundo um paraíso terreno, quando o homem se entregar ao bem, à fraternidade, quando, então, todos se considerarem iguais e viverem auxiliando-se, mutuamente, nas diferenças individuais, com fraternidade, com humildade.

Leda de Almeida Rezende Ebne
Fevereiro / 2007

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